Loading...

Pesquisar este blog

Carregando...

Seguidores

domingo, 26 de outubro de 2008

Atitudes errantes

Reunidos em encontro recente, cujo objetivo me pareceu mais saudosista do que o de atingir metas futuras, sejam próximas ou distantes, cinco amigos desde o tempo da adolescência, entre os quais me incluía, ficamos jogando fora conversas informais. Os temas, evidente, variaram do futebol à política, e a trocas de impressões sobre como andam as coisas nas comunidades em que cada um vive. Faz-se importante dizer que, além da idade, todos somos nativos da mesma terra, além de alguns graus de parentescos distantes, como são naturais as proximidades de sangue em comunas pequenas em três ou mais gerações.
Mas escrevo para salientar um outro detalhe. Noto, cada vez mais, que é significativo o número de pessoas que não trabalham nas atividades que gostam. Nelas estão apenas por uma questão de sobrevivência, compromissos pessoais e/ou familiares, assim como uma série de outras razões que não cabe agora declinar. Não faz muito ouvi a confissão de um outro amigo que depois de 30 anos agindo nos mesmos compromissos profissionais, nos quais era extremamente competente e bem posicionado, disse-me que passara as três décadas trabalhando em funções (inclusive de chefia) com as quais não tinha afinidade. E, como ele, podemos ter vários outros exemplos em nossa volta, sendo a maioria com curso superior que nunca exerceram, por um dia sequer, a aprovação concedida pelo diploma.
Se olharmos à nossa volta, excetuando-se um pouco os da área da saúde, não conseguiremos contar os advogados, agrônomos, veterinários, administradores de empresas e jornalistas que trabalham longe desses conhecimentos acumulados. Uns quantos, é verdade, ingressaram em universidades porque as condições econômicas eram escassas e as oportunidades em suas voltas restritas. Entretanto, uma grande parte assumiu atividades distantes de seus interesses e não foi, de uma maneira ou outra, à luta pelo sonho maior. O resultado está à vista. Como conseqüência, contabilizamos pessoas sem referências, sem interesse no crescimento, bem como provocando disfunções no ambiente social. Triste é vermos gerações sem rumo, com posturas indesejáveis. Uma série, talvez sem o saber, encontra fuga em atitudes errantes. O alcoolismo é um exemplo. Triste, por sinal.